18 de mar de 2011

FIGHT CLUB [Clube da Luta] - Resenha Crítica

Aprenda a viver, descanse quando morrer. Tudo que você precisa está dentro de você. (Tyler Durden; Clube da Luta)




Jack levava uma vida de indiferença, sem nenhuma agitação e sem significado algum. Tem um emprego estável, é um funcionário exemplar e certamente foi um ótimo aluno. Tem um apartamento que ele mesmo decorou e que é o lugar sagrado para esse singelo rapaz sem perspectiva de mudanças. Até que então acontece o encontro entre Jack e Tyler, este último um simples vendedor de sabão.
Tyler dá um novo significado para a vida de Jack. Todo o seu consumismo vai por água abaixo e é aberto um novo rumo a seguir. Algo novo, não testado antes por ninguém. Uma briga de rua. Uma amizade é iniciada. Está formado o Clube da Luta. A notícia se espalha e o Clube ganha popularidade, sem nunca perder sua clandestinidade. A briga entre os membros se torna uma grande terapia em grupo e ganha cada vez mais adeptos. E todos estes seguem como que hipnotizados os ensinamentos de seus grandes fundadores, Jack e Tyler. Da mesma forma que o Clube surgiu também se transformou em um grande grupo terrorista, muito bem organizado e administrado pelos fundadores.


Cometem pequenos delitos antes da cartada final, que é também rodeada de acontecimentos que colocam em dúvida o verdadeiro significado do Clube. Jack não consegue mais encarar tudo como verdade e tem grandes conflitos internos e pessoais com Tyler. A começar com o envolvimento emocional de ambos com uma excêntrica mulher.


Jack, após incansáveis buscas, consegue descobrir o que realmente o cerca. Um grande conflito mental, duas personalidades envolvidas em um só corpo. O seu próprio. Mas não está resolvido ainda. Não basta apenas tomar consciência dessa nova verdade, ele precisa descartar de vez Tyler da sua vida. Conseguindo isso somente com a morte de Tyler, e seria conseqüentemente a morte de Jack? Não. De forma inesperada o diretor consegue contornar essa situação e nos traz um final surpreendente.


Por todos os comentários que rodeiam o filme, podemos observar muito preconceito contra o mesmo. Sim, é um filme violento. É um filme que choca por suas imagens, pois nos remete a uma humanidade sem pudores que busca violência barata nas telas do cinema. Mas quem entende o que rodeia o filme, pode observar que desde sempre nos incomodamos com aquilo que não somos, com aquilo que sempre desejamos nos tornar e não conseguimos. O Clube da Luta consegue transmitir isso para quem o assiste. Assumimos várias faces para momentos diversos, escondendo cada vez mais o que realmente somos. E o que é mais real é que no outro sempre encontramos o melhor, é aquele que mais satisfaz as necessidades de ser o que os outros admiram.


Um filme excelente. Um verdadeiro soco dado de forma indireta na nossa cara. Porém tenha em mente que certamente será necessário assisti-lo pelo menos 2 vezes.


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Filme – O Clube da Luta. Direção de David Fincher. Estrelando: Edward Norton [Jack] e Brad Britt [Tyler]. Ação. Duração: 139 min.
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Imagens: Internet

2 comentários:

  1. Filme de doido, é isso o que Clube da Luta é. Ótimo.

    Ah, ô cabeção, vê se nas próximas resenhas de filmes você não conta o final. Se eu já não tivesse assistido esse aí, teria ficado p*t*!

    Abraço.

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  2. Todos nós temos - definitivamente - um Tyler dentro de nós. Quem ainda não encontrou é porque não quis.. E se não encontrou, um dia ele vai aparecer pra deixar tudo mais "very funny" ;D

    Melhor filme do Fincher, sem sombra de dúvida.

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